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O Labirinto da Austeridade

Sócrates em contra-ataque: Passos Coelho põe em causa “esforço dos portugueses”
Público Online


A experiência grega já vai suficientemente avançada para percebermos a vacuidade dos discursos de campanha de PS e PSD, mas também a inutilidade do esforço dos portugueses.

O modelo de austeridade imposto pela UE não está a funcionar e está em vias de se tornar no principal causador do colapso do Euro. PS e PSD sugerem versões mais ou menos mastigadas da mesma receita, o que torna o debate absolutamente redundante.

Os discursos políticos de PS e PSD parecem uma animada e inútil discussão entre físicos medievais.
O primeiro promete curar o doente com sanguessugas e o segundo com uma sangria, mas entretanto, o doente vai morrendo com uma simples infecção, que os ditos sábios não conseguem identificar e muito menos tratar.

O Titanic dirige-se para o Iceberg e há duas bandas a tocarem no convés!

1 de Maio de Luto

Neste Dia do Trabalhador, Portugal vive um momento extremamente difícil e impar na sua História.

Tudo indica que o FMI vem a Portugal aplicar uma cartilha extremamente liberal, que visa a transformação total da nossa economia e modelo social. É um ataque ao elo mais fraco do modelo social europeu, as chamadas economias periféricas.

Uma parte do PSD e do PS concordam em larga medida com estas propostas neo-liberais.
As alas esquerdas destes partidos e o próprio PP, não têm forma de se opor ao FMI, ainda para mais num quadro europeu claramente hostil.

O PCP e o BE apesar de poderem funcionar como pólo de oposição, estão condenados à redundância e nunca vão poder negociar com o FMI.

Em suma, estamos à beira do fim do modelo português que, apesar dos seus múltiplos erros, arrancou o país da Idade das Trevas.

E o FMI parece muito preocupado com isso!

PCP não reconhece “legitimidade” ao FMI
Público Online


É um facto que o FMI não tem legitimidade nenhuma.
O FMI não é eleito por ninguém e não representa verdadeiramente estados ou cidadãos.
Quando o PCP diz que não reconhece o FMI, está a marcar uma posição e a dizer algo que, na linha do que tem defendido, parece até bastante óbvio.

Mas a verdade é que o FMI não está muito preocupado com isso.
O FMI tem um tipo de legitimidade diferente, algo semelhante ao de um padrinho da máfia.
O poder, e com ele a legitimidade, decorre do facto do estado português não outra opção para obter o crédito de que necessita.

O FMI é um gangster que numa mão tem o dinheiro que necessitamos e na outra a pistola.
Um poder deste estilo transcende largamente a questão da legitimidade.

As Troikas

Os homens cinzentos que tomaram conta do país, alegadamente para o porem na linha, não vêm oferecer uma ajuda desinteressada.

Os programas do FMI destinam-se a garantir os interesses do credor

Ou seja, só acidentalmente é que servem para ajudar o endividado.
É o equivalente financeiro de ensinar através de cargas de porrada e puxões de orelhas.

O FMI está ideologicamente empenhado
Longe de vir apresentar fórmulas inquestionáveis, o FMI aplica uma rigorosa cartilha neo-liberal.
Muitas das medidas que o FMI vai tentar impor em Portugal não são sequer aplicadas na maior parte dos países desenvolvidos.

A ajuda do FMI é uma forma requintada de extorsão

O FMI serve-se de países em dificuldades, e que não têm outra opção além de se submeterem a todos os caprichos desta instituição, para lhes impor o seu programa ideológico.
Em vez de um nadador salvador ou um bombeiro, o FMI é um daqueles tipos que se passeiam pela mesa de jogo a emprestar dinheiro a jogadores em apuros.

Importa-se de repetir?

Passos Coelho: “Ninguém pede ajuda para ficar pior”
Público Online


É surreal que Pedro Passos Coelho, que chumbou um PEC e tem torcido o nariz aos restantes, venha agora louvar os ditos planos de austeridade.

Uma coisa é pedir ajuda e outra, bem diferente, é ser obrigado a pedir ajuda!
Chamam-lhe ajuda, mas podiam chamar-lhe submissão, ou até ultimato, e para a generalidade dos portugueses vai significar apenas mais desemprego, cortes de salários e até fome.

Se o discurso político português já tinha encontrado o seu grau zero, agora parece que caiu no mais completo nonsense.

Talvez Passos Coelho julgue que é Churchill, e que vai moralizar uma nação ferida, mas, infelizmente, tudo indica que está convencido que o eleitor português é estúpido o suficiente para comer tudo aquilo que lhe é servido.

Em Junho só há um voto possível: NÃO!

The End

Sondagem dá 39 por cento ao PSD e subida do PS para os 33
Público Online


A IIª República faliu política, económica e moralmente .
Este é o momento em que devemos que recusar qualquer colaboração com a classe política.


Cerca de vinte e oito anos depois da entrada do FMI em Portugal, voltamos a estender a mão e a pedir que venham pôr ordem nas nossas contas. Parece que as duas décadas de fundos europeus pouco mais fizeram do que enriquecer artificialmente o país e, vinte cinco anos depois, voltámos à casa da partida!

Quase trinta e sete anos depois do vinte e cinco da Abril, a classe política revelou-se incapaz de gerir a coisa pública e, ao que tudo indica, conseguiu desbaratar um capital só comparável ao ouro do Brasil.

Já passaram cerca de dois anos desde o início da crise do subprime, e da consequente crise da Zona Euro, e os nossos políticos ainda não conseguiram superar as vicissitudes partidários, que são inequivocamente contra o interesse público.

Não podemos aceitar que continue o business as usual.
Está na hora de deixarmos de colaborar.
A abstenção é o único voto possível

A Loucura Nacional

Comissão nega possibilidade de empréstimos intercalares ao abrigo das regras actuais
Público Online


Dívida: Portugal deve "estar louco". Europa quer explicações
i Online


É cada vez mais difícil inventar justificações para as atitudes dos nossos alegados representantes.

Primeiro, o governo cai sem que os seus ministros, a oposição ou o Presidente pareçam verdadeiramente preocupados com os problemas financeiros mais imediatos.

Segundo, o governo recusa-se a pedir apoio ao FMI, sacudindo a responsabilidade para o Presidente da República, que constitucionalmente não tem qualquer competência executiva.

Depois, o líder da oposição anuncia um programa de governo que roça a metafísica e adopta um discurso errático, que varia consoante a nacionalidade do seu interlocutor.

Entretanto, os juros disparam para valores próximos dos 10%, a Economia nacional e os Bancos são despromovidos à condição de “Lixo”, há empresas públicas na eminência da bancarrota e a Comissão Europeia rejeita o tal empréstimo intercalar, que afinal não passava de mais uma alucinação colectiva da nossa classe política.

Está na altura de fazermos as únicas perguntas possíveis:
É este o regime que queremos?
Quando um regime não funciona, será que é suficiente trocarmos os cabecilhas?

O Verdadeiro Governo Falou...

Trichet diz que Portugal tem de manter esforços para reduzir défice
Público Online


O verdadeiro governo português já se pronunciou:
Fraulein Merkel e Monsieur Trichet anunciaram, para quem os quiser ouvir, que os PECs são para cumprir, independentemente de quem venha a assumir o governo.

Só os mais distraídos é que acreditam que os planos de austeridade ainda são desenhados no Rato ou na Lapa.

Um governo PS, PSD, PSD/PP ou até mesmo PS/BE, não pode fazer mais do que qualquer português endividado: comer, calar e pedir misericórdia aos bancos.
Quando devemos mais do que aquilo que possuímos, a democracia passa a não ser mais do que escolher a pessoa que vai cumprir a exigência dos credores.

Vamos ao Circo!



Carlos Magno, na Antena 1, fez a leitura mais correcta da actual situação política.
Os políticos cederam totalmente aos seus interesses partidários, o que não é minimamente surpreendente, e, sem qualquer pudor, decidiram empurrar o país para o abismo.

Como Carlos Magno disse no passado dia 23, aquilo a que assistimos na Assembleia da República foi uma encenação, em que cada uma das partes cumpriu criteriosamente o seu guião. Mais do que a duração excessiva da encenação, foi o tom de campanha eleitoral que melhor ilustrou a incapacidade dos deputados da República para servirem os interesses de quem alegadamente representam.

O Dia de Todas as Contas

O dia em que o Governo pode cair
Público Online


O PS está extremamente desgastado.
Provocou a crise política, ao apresentar um PEC por debaixo da mesa, que chega a Assembleia já depois de ter sido negociado na Europa, e ninguém percebe se quer fugir ou agarrar-se ao poder.

O PSD está na iminência de ter que arrastar o país para eleições e ver-se obrigado a fazer aquilo que nunca quis verdadeiramente, ou seja, assumir o governo em época de vacas magríssimas.


Para os portugueses, há duas conclusões a tirar:

O sistema montado pelos partidos tende a bloquear em momentos difíceis, arrastando todo o país para o precipício

Seja com o PS, o PSD ou até um Bloco Central no governo, vão ser o Banco Europeu e o FMI a governarem de facto o país.


Os apelos das eminências pardas do regime são irrelevantes.
Há muito que a política portuguesa é definida em Berlim, Bruxelas e nas caves do Fundo Monetário Internacional

SCUTs ou Viagens No Tempo?

É triste quando alguém tem que fazer um abaixo-assinado para não ser empurrado para a Idade Média!

Estas são as opções conhecidas à A23 e A25:

- Caminhos de cabras
A maior parte destas auto-estradas coincidem com o traçado das IPs que, por sua vez, foam construídas sobre as antigas estradas locais. Restam os caminhos de cabras e pouco mais!

- Comboios
O desinvestimento continuado na ferrovia tem contribuído para ajudar a excluir esta opção. Aliás, tem-se falado recentemente na extinção do Intercidades da Beira-Baixa. De qualquer forma, há imensas cidades, como Viseu, que nem sequer têm linha férrea.

-Transportes públicos (!)
A Beira Interior não é a margem sul, nem tem que ser, e, como é óbvio, está longe de ter uma rede completa de transportes públicos. Esta opção está reservada a masoquistas!

- Viagens ao estilo medieval
Podem até ser pitorescas, mas implicam uma viagens de hora e meia entre localidades aparentemente vizinhas, já para não falar do espírito de aventura que requer uma viagem à Guarda!