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Isso é o que tu dizes

Cavaco: Quem não votar perde legitimidade para criticar próximo Governo
Público Online


É um direito inalienável de todos os cidadãos criticarem ou defenderem o governo da nação.
É um direito totalmente independente, que decorre da própria cidadania e que não é limitado pelas escolhas do cidadão.

Quem apoia um dos candidatos, e por acréscimo o nosso modelo político, DEVE VOTAR.

Quem aprova o modelo de democracia em vigor, mas rejeita todos os candidatos, DEVE VOTAR EM BRANCO.

Quem reprova o modelo de democracia representativa indirecta que é adoptado em Portugal NÃO DEVE VOTAR.


A abstenção é uma escolha legítima!

A Nave dos Loucos

A montanha russa de Passos Coelho
Público Online


Passos Coelho
Entrou a dizer que ia privatizar tudo.
Depois, à medida que o tempo foi passando, foi retirando coisas da sua lista de privatizações.

Ameaçou que ia cortar ou mexer em todos os subsídios.

Depois, quando percebeu que num país que caminha a passo acelerado para os 20% de desemprego esse tipo de discurso pode não cair bem, decidiu deixar morrer o assunto.

Começou por dizer que achava que o PEC não ia longe o suficiente.

Depois, quando percebeu que o FMI é quase tão popular como a Peste Negra, tentou transformar a campanha num referendo a Sócrates

José Sócrates
Respondeu à privatização com a defesa da economia estatal.
Tornou-se um arauto das empresas públicas, depois de ter passado dois mandatos a conspirar para as tornar insolventes.

Sacralizou o Estado Social como resposta aos cortes de Passos Coelho.
Adoptou o discurso da sacralização do Estado Social, depois de ter estado quase dois mandatos activamente empenhado no seu desmantlemento

Afirmou que o PEC IV era a salvação de Portugal.
Continua a defender um PEC que não conseguiu aprovar, mas assinou um compromisso bem pior com a Troika, e com direito a uma reprimenda por só ter pedido ajuda à beira da bancarrota.

Entre um suicídio estiloso com José Sócrates, talvez com uma espada de Samurai e a beber um chá, ou um bem mais deselegante às mãos de Passos Coelho, do tipo saltar de um quinto andar, não admira que os portugueses tenham imensas dúvidas!

O Labirinto da Austeridade

Sócrates em contra-ataque: Passos Coelho põe em causa “esforço dos portugueses”
Público Online


A experiência grega já vai suficientemente avançada para percebermos a vacuidade dos discursos de campanha de PS e PSD, mas também a inutilidade do esforço dos portugueses.

O modelo de austeridade imposto pela UE não está a funcionar e está em vias de se tornar no principal causador do colapso do Euro. PS e PSD sugerem versões mais ou menos mastigadas da mesma receita, o que torna o debate absolutamente redundante.

Os discursos políticos de PS e PSD parecem uma animada e inútil discussão entre físicos medievais.
O primeiro promete curar o doente com sanguessugas e o segundo com uma sangria, mas entretanto, o doente vai morrendo com uma simples infecção, que os ditos sábios não conseguem identificar e muito menos tratar.

O Titanic dirige-se para o Iceberg e há duas bandas a tocarem no convés!

Memórias Selectivas

Portas desafia PS e PSD a pronunciarem-se sobre salários dos gestores públicos
Público Online

É sempre bom ver alguém a martelar o PS e o PSD pela sua protecção despudorada aos salários dos gestores público. No entanto, vindo de quem vem, não pode deixar de ter a sua piada.

O PP na oposição tem sido um lutador irredutível contra os salários milionários dos gestores públicos, mas, quando esteve no governo, fez questão de abrir as portas da função pública a um vasto escol de incompetentes.

Como o PP só por raras vezes conseguiu sentar o rabo na cadeira do poder, consegue a proeza de passar desapercebido. A verdade é que, nos escassos dois anos e meio em que esteve no governo, o PP teve que recrutar gente que nem sequer possuía aquilo a que se deu o bonito nome de currículo político, que normalmente serve para disfarçar a incompetência total e a inexistência de um verdadeiro Currículo.

Escusado será dizer que, muito em breve, o PP vai esquecer os discursos de campanha e começará procurar nos armários esquecidos das suas distritais os nomes que vão ocupar os mais altos cargos da administração pública.

O Futebol tem gente mais séria!

Frente a frente
Sócrates aponta contradições, Passos responsabiliza PS

Público Online


Entre este debate e os painéis de futebol que animam as barracas do peixe da televisão portuguesa não há grandes diferenças.
Aliás, a haver alguma, é claramente em vantagem da malta do futebol.
Para a próxima esperamos que venham com cachecóis, bandeiras e tochas. Só faltou mesmo isso!

Mesmo o comentador de futebol mais corrupto, maledicente, parcial e histérico tem mais honestidade intelectual que estes dois.
Já para não dizer que deseja sinceramente o melhor para o seu clube, o que está longe de ser o caso destes!

A Democracia representativa Portuguesa no seu melhor:

P.S: A culpa é da crise internacional, o Sócrates é lindo, fala bem e tudo vai bem no melhor dos mundos possíveis
PSD: A culpa é do PS, vamos muito além do que o FMI pede e estamos prontos a privatizar por tuta e meia tudo o que mexa
CDS: A culpa definitivamente não é nossa, não propomos nada, mas, se não gostas dos outros dois, vota em nós
PCP: A culpa é de todos os outros, somos frontalmente contra todos eles e, se votarem em nós, vamos fazer muito barulho
BE: A culpa é do Sócrates e olhem para a nossa moderada, respeitável e nada esquerdista cor verde

Sai um Valium e um shot de Whisky para a mesa dos senhores eleitores.

Corte e Costura

Passos e Sócrates frente a frente a 20 de Maio na RTP
Público Online


Vem aí mais uma daquelas sessões de corte e costura em que a política portuguesa se tornou pródiga.

Não se trata de discutir um projecto para o país:
O PS e o PSD têm o mesmo projecto e nem sequer é deles.


Não se trata de discutir como vai ser governado Portugal:
Nenhum dos dois vai realmente governar, mas sim o FMI.


Não se trata de discutir ideias:
Nenhum deles tem qualquer ideia para apresentar.


O debate vai servir para fazermos de contas que há um projecto para o país, que não seremos governados por uma quadrilha de burocratas estrangeiros e que as cabecinhas destes dois não servem apenas para exibir penteados janotas. E, claro, para uma bela sessão de corte na casaca...

Mais Um Para Jantar!

Fernando Nobre é candidato do PSD à presidência da Assembleia República
Público Online


Sai mais um bife para a mesa 2!
Ninguém contava que Fernando Nobre aparecesse para jantar, mas parece que a fome falou mais alto.

Apesar da má fama que o restaurante da República Portuguesa tem vindo a adquirir, pelos vistos, parece que ainda é capaz de atrair os clientes mais surpreendentes. Não sabemos se vêm pela comida, pelo preço ou pela companhia, mas cozinha da República Portuguesa continua a angariar novos comensais.

The End

Sondagem dá 39 por cento ao PSD e subida do PS para os 33
Público Online


A IIª República faliu política, económica e moralmente .
Este é o momento em que devemos que recusar qualquer colaboração com a classe política.


Cerca de vinte e oito anos depois da entrada do FMI em Portugal, voltamos a estender a mão e a pedir que venham pôr ordem nas nossas contas. Parece que as duas décadas de fundos europeus pouco mais fizeram do que enriquecer artificialmente o país e, vinte cinco anos depois, voltámos à casa da partida!

Quase trinta e sete anos depois do vinte e cinco da Abril, a classe política revelou-se incapaz de gerir a coisa pública e, ao que tudo indica, conseguiu desbaratar um capital só comparável ao ouro do Brasil.

Já passaram cerca de dois anos desde o início da crise do subprime, e da consequente crise da Zona Euro, e os nossos políticos ainda não conseguiram superar as vicissitudes partidários, que são inequivocamente contra o interesse público.

Não podemos aceitar que continue o business as usual.
Está na hora de deixarmos de colaborar.
A abstenção é o único voto possível