Mostrar mensagens com a etiqueta Crise Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise Política. Mostrar todas as mensagens

DEMO.CRATICA

Finalmente, alguém se deu ao trabalho de vigiar os nossos auto-proclamados representantes.
Este tipo de acção por parte de cidadãos e activistas tem causado bastante impacto no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Numa altura em que os cidadãos começam realmente a compreender o que a palavra representação significa para a classe política, estas iniciativas são essenciais.
Este site utiliza basicamente a informação que o Parlamento já colocava de forma dispersa e algo confusa, tornando-a mais acessível e retirando-lhe a gordura.

O site chama-se DEMO.CRATICA e está ainda em fase Beta.

Grande Vitória para a Abstenção!

PSD e PS perdem votos mas “laranjas” alargam vantagem
Público Online


Há duas coisas que os eleitores portugueses já compreenderam:

O voto nestas eleições é inútil

O futuro governo está comprometido com o pacto de austeridade, totalmente dependente do calendário político alemão e garrotado por uma taxa de juro que mais parece um saque.
Seja quem for o vencedor, não há como contornar estas condições.

O PS e o PSD são a mesma coisa
Ambos são responsáveis pela debilidade da nossa economia e pelas assimetrias da sociedade portuguesa.
Estes dois partidos são o garante do sistema e quem mais lucra com ele.
Tanto o PS como o PSD estão dispostos a mergulhar o país no terceiro mundo desde que isso lhes garanta o monopólio do poder político em Portugal.

A Democracia representativa Portuguesa no seu melhor:

P.S: A culpa é da crise internacional, o Sócrates é lindo, fala bem e tudo vai bem no melhor dos mundos possíveis
PSD: A culpa é do PS, vamos muito além do que o FMI pede e estamos prontos a privatizar por tuta e meia tudo o que mexa
CDS: A culpa definitivamente não é nossa, não propomos nada, mas, se não gostas dos outros dois, vota em nós
PCP: A culpa é de todos os outros, somos frontalmente contra todos eles e, se votarem em nós, vamos fazer muito barulho
BE: A culpa é do Sócrates e olhem para a nossa moderada, respeitável e nada esquerdista cor verde

Sai um Valium e um shot de Whisky para a mesa dos senhores eleitores.

Sai Uma Sondagem Fresquinha!

Nova sondagem revela PSD a perder terreno para o PS
Público Online


Cada vez se torna mais evidente que os portugueses não vêm grandes diferenças entre PS e PSD.
Esta nova sondagem vem provar precisamente isso.


Para os portugueses é cada vez mais óbvio que os verdadeiros detentores do poder são o FMI e o BCE. As eleições vão servir apenas para nomear um executor oficial do programa destas duas instituições no território português.
Porém, é entre o eleitorado mais lírico, precisamente aquele que ainda acredita no poder do voto, que se começa a sentir algum nervosismo. Apesar de não confiarem em Sócrates, muitos começam a temer Passos Coelho, que tem gerido esta campanha com a sensibilidade de uma retroescavadora, ameaçando com privatizações em massa e flexibilidade laboral total.

Entre uma crise económica profunda e um FMI que faz as associações patronais parecerem grupúsculos de comunistas, alguns portugueses parecem preferir a incompetência de Sócrates ao liberalismo terceiro-mundista de Passos Coelho.

Caros eleitores, podem votar num ou no outro. Quem vai mandar realmente é a Troika!

Não há vida inteligente!

Passos acusa governo de andar a "encenar o passa culpas há demasiado tempo"
Público Online


Nos últimos tempos, há duas coisas que se tornaram evidentes:
-O PS já há muito tinha decidido que ia fazer o papel de vítima, nem que tivesse que provocar a situação até ao limite.
-O PSD estava desejoso de provocar uma crise política, mesmo correndo o risco de empurrar o país para o abismo.

Quanto mais sabemos da sórdida novela do chumbo do PEC IV e à medida que vamos ouvindo os discursos da pré-pré-campanha, torna-se cada vez mais claro que ainda está para ser provada a existência de vida inteligente na política portuguesa!


E o Povo, Pá?!?
Vai levar com o FMI, enquanto assiste ao grande circo da política portuguesa!

O Oeste Selvagem

Bagão Félix e o Conselho de Estado: “O que está dito está dito”
Público Online


Em tempos o Conselho de Estado era um órgão carregado de gente sisuda e militares taciturnos de óculos escuros, mas agora parece que transformou numa festa.

Os nossos políticos são capazes de transformar qualquer instituição, por mais sóbria que pareça, num Saloon do Oeste Selvagem, com pancadaria, batoteiros, raparigas de má fama e bebidas de qualidade duvidosa.

Agora foi o Conselho de Estado, mas tudo indica que, muito em breve, a festa vai passar para o Tribunal Constitucional e, se lhes derem hipótese, podem até animar a próxima Cimeira Europeia.

A Loucura Nacional

Comissão nega possibilidade de empréstimos intercalares ao abrigo das regras actuais
Público Online


Dívida: Portugal deve "estar louco". Europa quer explicações
i Online


É cada vez mais difícil inventar justificações para as atitudes dos nossos alegados representantes.

Primeiro, o governo cai sem que os seus ministros, a oposição ou o Presidente pareçam verdadeiramente preocupados com os problemas financeiros mais imediatos.

Segundo, o governo recusa-se a pedir apoio ao FMI, sacudindo a responsabilidade para o Presidente da República, que constitucionalmente não tem qualquer competência executiva.

Depois, o líder da oposição anuncia um programa de governo que roça a metafísica e adopta um discurso errático, que varia consoante a nacionalidade do seu interlocutor.

Entretanto, os juros disparam para valores próximos dos 10%, a Economia nacional e os Bancos são despromovidos à condição de “Lixo”, há empresas públicas na eminência da bancarrota e a Comissão Europeia rejeita o tal empréstimo intercalar, que afinal não passava de mais uma alucinação colectiva da nossa classe política.

Está na altura de fazermos as únicas perguntas possíveis:
É este o regime que queremos?
Quando um regime não funciona, será que é suficiente trocarmos os cabecilhas?

Assembleia da República em Gestão!

Oposição tenta ainda mudar financiamento dos colégios com contrato de associação com o Estado
Público Online


Sempre pensei que um governo em gestão não tinha muitos grandes poderes.
Porém, nunca contei com os poderes extraordinários de uma Assembleia da República em gestão.

Em tempos de campanha eleitoral, os governos sempre puderam contar com as costumeiras inaugurações. Agora, as oposições descobriram uma forma semelhante de campanha eleitoral: o populismo legislativo.

Independentemente da pertinência desta alteração, não pode deixar de suscitar grandes dúvidas o facto de só agora, em vésperas de eleições, estes três partidos trazerem este assunto novamente para a ribalta.

Um Sistema Doente

Governo de gestão não pode avançar com pedido de ajuda externa
Público Online


O nosso sistema político dá mais um sinal da sua fraca saúde.
Estamos perante um bloqueio do sistema, que é algo que a generalidade das democracias do mundo desenvolvido há muito aprenderam a superar. É como apanhar escarlatina num Resort em Vila Moura ou Lepra num WC da Casa da Música

O nosso sistema é de tal forma anacrónico e absurdo que conseguiu contrair uma doença em que única cura possível é o recurso a sanguessugas. No século XIX, havia uma figura quase legal para resolver bloqueios de sistema e que, obviamente, caiu em desuso, o golpe de estado institucional. Normalmente era dado por Reis ou Primeiros-ministros, quando alguns tipos gordos, de farto bigode e feitio quezilento conseguiam a proeza de bloquear irremediavelmente um sistema que supostamente tutelavam. Basicamente, consistia na suspensão temporária do parlamento, seguido pela constituição de um governo dito de salvação nacional, com amplos poderes, e, posteriormente, um novo plebiscito. Ou seja, o equivalente político a reiniciar o computador em módulo de segurança.

È claro que seria extremamente difícil explicar à União Europeia que, além de termos elegido os mais incompetentes da nação para gerirem a coisa pública, teríamos que recorrer a uma estratégia que não é utilizada desde 1920, quando o Chanceler Bauer viu o seu golpe institucional ser triturado por uma revolução marxista e uma contra-revolução militarista.

Este impasse institucional diz muito sobre o nosso sistema:
- O nosso sistema e tão atrasado que consegue contrair doenças já totalmente erradicadas
- Os nossos políticos são gente do século XIX, ainda que sem os fartos bigodes e com alguns quilinhos a menos.


Se há alguém que ainda acredita nesta democracia não representativa, que ponha a mão no ar!

E que tal o 5 de Junho?!?

PS quer eleições a 5 de Junho
Público Online


Se interessa ao PSD que as eleições sejam o mais rapidamente possível, tendo em conta que é extremamente difícil temperar o realismo que Merkel e os mercados exigem com a retórica demagógica das campanhas eleitorais em Portugal, o PS prefere que estas se realizem o mais tarde possível.

Sócrates, que já meteu o seu nome em quatro PECs e dificilmente poderá fugir da retórica da austeridade, prefere apostar no efeito que as propostas de Passos Coelho para consumo europeu podem ter no eleitorado português. Basta ver o pavor que provocou a ameaça de subir o IVA .

O 29 de Maio

PSD defende eleições a 29 de Maio
Público Online


O PSD percebeu imediatamente que convinha ir o mais rápido possível para eleições.

Quanto mais tempo durar a campanha, mais promessas terá Passos Coelho que fazer e, tendo em conta que não as tenciona cumprir, time is of the essence!

Já para não falar no facto de a verdadeira governante de Portugal, a fraulein Merkel, já estar a exigir que o PSD, antes ainda de ser eleito para o governo, se comprometa a cumprir os planos de austeridade. Embora o eleitorado português já se tenha habituado ao populismo de pé de chinelo das campanhas eleitorais, tudo indica que Merkel quer saber previamente aquilo que o PSD quer realmente fazer.

Depois do Concerto, os Solos!

CDS-PP apela “magistratura activa” de Cavaco para campanha positiva
Público Online


Esta proposta de Paulo Portas sugere-me duas reflexões:

1-Afinal parece que a magistratura activa é aquilo que os Presidentes sempre fizeram, que é convocar os partidos e recomendar uma campanha esclarecedora!

2-Os partidos portugueses são como as crianças e precisam de alguém, neste caso o Presidente da República, que os ponha na linha e garanta que se comportam minimamente.


Depois de uma opereta de quinta categoria, na passada quarta-feira, a comédia trágica da partidocracia portuguesa parece que se mudou de armas e bagagens para Belém, agora com cada partido a ter a oportunidade de fazer um solo.